FONTE: PANORAMA FARMACÊUTICO

por César Ferro 

acordo entre o Mercosul e a União Europeia, aprovado no dia 9 de janeiro, representa um marco de grande relevância para o mercado nacional, especialmente quando se fala da indústria farmacêutica. Em artigo publicado no Poder360, o presidente do SindusfarmaNelson Mussolini, defendeu que esta pode ser uma grande oportunidade para o mercado.

Na opinião do executivo, o setor configura um ecossistema diverso e plural, reunindo empresas de capital nacional e internacional, todas atuando sob um único arcabouço regulatório e concorrencial. “O elemento que conecta esse setor é o compromisso permanente com o acesso da população a medicamentos seguros, eficazes e de qualidade, assim como o fortalecimento contínuo do parque produtivo nacional”, afirma.

Redução de tarifas e maior integração com farmacêuticas europeias

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Nesse contexto, um dos pontos que demandam uma análise cuidadosa, para o especialista, é a redução gradual de tarifas para a importação de insumos farmacêuticos, o que pode diminuir os custos de produção no país. Preços mais baixos reforçarão a competitividade das fábricas instaladas no Brasil, o que pode estimular novos investimentos.

Outro motor importante é a integração com as farmacêuticas europeias. “O acesso preferencial a um mercado tão exigente quanto o europeu pode impulsionar as exportações de medicamentos fabricados em território nacional”, analisa Mussolini.

Ainda sobre a aproximação, ele afirma que a inovação será um pilar central dessa agenda, pois pode impulsionar parcerias tecnológicas, estimular a cooperação em pesquisa e desenvolvimento e ampliar o intercâmbio científico.

Patentes e concorrência

Apesar de ser um tema historicamente sensível, o acordo com a União Europeia não prevê mudanças automáticas nas regras para patentes de medicamentos. Por outro lado, Mussolini afirma que é preciso reconhecer os desafios gerados por uma maior abertura comercial.

“A intensificação da concorrência de medicamentos importados, muitas vezes produzidos em países que oferecem amplo apoio estatal e operam em larga escala industrial, demanda cautela”, alerta. Por essa razão, o executivo afirma que a implementação deve vir acompanhada de salvaguardas adequadas para assegurar condições justas de competição para empresas instaladas no Brasil.

“Em síntese, o acordo Mercosul–União Europeia não pode ser analisado sob uma lógica simplificada de ganhos ou perdas. Seus efeitos concretos dependerão diretamente da forma como será implementado e da capacidade do Brasil de articular a integração internacional com políticas públicas consistentes e bem estruturadas”, finaliza.Leia também:

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