O Nordeste fechou maio com todos os nove estados registrando saldos positivos na geração de empregos formais. A região acumula 115.328 postos de trabalho com carteira assinada nos primeiros cinco meses de 2025. Bahia lidera
redacao@movimentoeconomico.com.br / FONTE: ME
O Nordeste fechou maio com todos os seus nove estados registrando saldos positivos na criação de empregos formais. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta segunda-feira (30) mostram que a região abriu 73.584 novas carteiras assinadas no mês e acumula 113.544 vagas criadas nos primeiros cinco meses do ano, resultado que consolida a recuperação do mercado de trabalho regional.
A Bahia disparou na liderança com 12.858 vagas criadas em maio e mantém a hegemonia no acumulado do ano com 59.319 postos gerados entre janeiro e maio. O estado teve 90.611 admissões contra 77.753 desligamentos no mês, concentrando 17,5% de todos os empregos gerados no Nordeste em maio. Com estoque de 2.197.203 trabalhadores formais, a Bahia representa quase um terço de todo o mercado de trabalho formal da região.
O Ceará aparece como segundo colocado no acumulado do ano com 18.377 vagas criadas nos cinco meses, mas ficou em terceiro em maio com 5.769 postos. Com 56.207 admissões registradas no mês e estoque de 1.427.148 trabalhadores, o estado cearense se consolida como segunda maior força de trabalho formal da região.
Pernambuco ocupa a terceira posição no ano com 9.853 vagas, mas teve o segundo melhor desempenho em maio com 9.754 postos criados. Foram 58.674 contratações no mês, colocando o estado como segundo maior contratador da região em maio.
Paraíba surpreende com maior variação percentual
A Paraíba registrou 5.905 empregos criados em maio, superando até mesmo o Ceará no ranking mensal, mas acumula 6.935 vagas no ano. O Maranhão somou 3.560 novas vagas em maio e lidera o grupo intermediário no acumulado com 11.445 postos criados nos cinco meses.
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O Piauí teve desempenho equilibrado com 10.905 vagas criadas no acumulado do ano, ocupando a quinta posição regional, e manteve ritmo consistente em maio com 3.559 postos gerados. Com estoque de 372.556 trabalhadores formais, o estado piauiense tem mostrado capacidade de sustentar crescimento mesmo com mercado de trabalho menor que os vizinhos.
O Rio Grande do Norte registrou 2.220 postos formais em maio e acumula 5.356 vagas no ano. Com 541.429 trabalhadores no estoque formal, o estado potiguar tem enfrentado maior dificuldade para acelerar o ritmo de contratações, mas conseguiu manter números positivos tanto no mês quanto no acumulado do período.
Sergipe gerou 1.939 vagas em maio e soma 3.692 postos no ano. Apesar de ter o menor estoque de trabalhadores formais da região (346.410), o estado sergipano tem demonstrado consistência na geração de empregos, mantendo saldos positivos em todos os períodos analisados.
O caso mais emblemático é Alagoas, que conseguiu criar 324 empregos em maio, mas ainda acumula saldo negativo de 11.338 vagas nos cinco primeiros meses do ano. O estado teve 83.230 admissões contra 94.568 desligamentos no período, sendo o único da região com mais demissões que contratações no acumulado. O resultado de maio, embora modesto, sinaliza uma possível reversão da tendência negativa que marcou o início de 2025 para o mercado alagoano.

Diversidade na oferta de empregos formais
A diversificação econômica regional explica parte desse desempenho. Bahia e Pernambuco se beneficiam de parques industriais consolidados e setores de serviços desenvolvidos, enquanto o Ceará tem aproveitado investimentos em tecnologia e logística. Estados como Maranhão ganham com o agronegócio e projetos de infraestrutura.
A movimentação positiva acompanha o desempenho do mercado de trabalho formal em nível nacional, impulsionado por setores como serviços, construção civil e comércio. Os dados refletem a continuidade da retomada econômica em segmentos como turismo, educação privada, saúde e infraestrutura urbana nos estados nordestinos, com destaque para obras públicas em capitais como Salvador, Fortaleza e Recife.
O Nordeste contabiliza estoque de 9.009.223 vínculos formais até maio de 2025, distribuídos principalmente entre os três maiores mercados: Bahia (2,19 milhões), Pernambuco (1,52 milhões) e Ceará (1,42 milhões). Os menores estoques estão em Sergipe (346 mil) e Piauí (372 mil), refletindo o tamanho populacional e econômico dessas unidades federativas.
Sazonalidade do mercado de trabalho
O contraste entre os números de maio e o acumulado do ano também revela a sazonalidade do mercado de trabalho regional. O fato de todos os estados terem criado vagas em maio sugere que a região atravessa um momento favorável, mas a situação de Alagoas no acumulado mostra que nem todos conseguiram manter consistência ao longo dos primeiros meses.
Para os próximos meses, a expectativa é que o Nordeste mantenha essa performance positiva. A região tem mostrado capacidade de adaptação e aproveitamento de oportunidades, especialmente considerando os investimentos em infraestrutura e os novos projetos que devem movimentar ainda mais o mercado de trabalho regional.
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