Produtos de higiene, nutrição e cuidados pessoais movimentam mais de R$ 12 bilhões em 12 meses

FONTE: PANORAMA FARMACÊUTICO

por Ana Claudia Nagao 

As categorias de higiene pessoal, nutrição e cosméticos seguem em forte expansão no varejo farmacêutico brasileiro. De acordo com levantamento da IQVIAo segmento de não medicamentos movimentou R$ 12,06 bilhões nos 12 meses encerrados em setembro de 2025

O estudo revela que o mercado infantil permanece como um dos motores desse crescimento, ocupando oito posições entre os 20 itens mais vendidos. A liderança absoluta é da fralda Pampers, da P&G, que registrou R$ 1,92 bilhão em vendas no período, isolada no topo do ranking. A lista infantil inclui ainda produtos como Ninho Fases 1+, Huggies Supreme Care, Johnsons Baby, Ninho Leite e diferentes versões da linha Huggies.

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Já a categoria de Higiene Pessoal e Cosméticos (HPC) domina o ranking com 11 produtos. O destaque é o desodorante Rexona, da Unilever, segundo colocado com R$ 1,14 bilhão em vendas. A marca própria Needs, da RD Saúde, também aparece em posição privilegiada, com R$ 998,8 milhões. No segmento de nutrição adulta, o Nutren Senior (Nestlé) figura na nona posição, somando R$ 498,6 milhões.

Confira os top 20 não medicamentos de marca mais vendidos no Brasil

Não medicamentos nas farmácias – Top 20
(em milhões de R$)

ProdutoFabricanteVendas
PampersP&G1.925,30
Rexona desodoranteUnilever1.146,90
NeedsRD Saúde998,8
ElseveL’Oréal725,7
Ninho Fases 1+Nestlé661,6
Huggies Supreme CareKimberly-Clark598,8
AntheliosLa Roche Posay514,3
CarmedCimed509
Nutren SeniorNestlé489,6
NiveaBeiersdorf476,3
Principia SkincarePrincipia474,1
Dove DesodoranteUnilever460,6
Johnsons BabyKenvue459,2
CeraVeCeraVe421,9
Ninho LeiteNestlé391,7
Intimus GelKimberly-Clark380,3
Granado BebêGranado368,6
HuggiesKimberly-Clark359,2
ColagateColgate-Palmolive352,8
Huggies Supre CareKimberly-Clark345,3

Marca própria no 3º lugar revela uma transformação

A presença de uma marca própria no pódio, dividindo espaço com produtos consagrados de grandes fabricantes, ajuda a impulsionar o mercado de não medicamentos e revela o princípio de uma transformação no varejo.

As grandes redes foram as primeiras a enveredar por esse caminho, ao criarem unidades independentes para desenvolver portfólios exclusivos. O movimento estendeu-se a outros nichos e foi incorporado à estratégia do associativismo e do pequeno e médio varejo.

“Em nível global, essa categoria chega a responder por 40% das vendas”, destaca a presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Marcas Próprias (Abmapro), Neide Montesano.

Na visão da dirigente, dos propósitos da marca própria é atrair e fidelizar o consumidor e buscar rentabilidade para as varejistas. “Clientes que adquirem esses produtos tendem a gastar mais por compra. “O tíquete médio que contém um único SKU de marca própria é o dobro do tíquete normal”, ressalta. Leia também:

Categorias: SINFACOPE

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