O crescimento excepcional de Pernambuco foi fortemente influenciado pelo setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis

FONTE: Por JC

Setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis saltou 648% devido à baixa base de comparação, já que o setor enfrentou paralisações pontuais no mesmo período do ano passado – Fernando Frazão/Agência Brasil

A produção industrial de Pernambuco iniciou o ano de 2026 com um desempenho histórico. Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgados nesta sexta-feira (13) pelo IBGE, o Estado registrou um crescimento de 27,7% na comparação com janeiro do ano anterior. O índice é o mais elevado do Brasil para o período, superando significativamente a média nacional, que apresentou variação positiva de apenas 0,2%.

Apesar do salto na comparação anual, o setor apresentou uma leve retração de 2% na passagem de dezembro para janeiro. No cenário nacional, os maiores avanços mensais foram observados no Pará (8,6%), São Paulo (3,5%) e Minas Gerais (3,2%), enquanto Rio Grande do Sul (-4,5%) e Espírito Santo (-4,3%) registraram as quedas mais intensas.

Petróleo e Metalurgia impulsionam o resultado

O crescimento excepcional de Pernambuco foi fortemente influenciado pelo setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que saltou aproximadamente 648% em relação a janeiro de 2025. De acordo com Bernardo Almeida, analista do IBGE, esse número expressivo é explicado pela baixa base de comparação, já que o setor enfrentou paralisações pontuais no mesmo período do ano passado.

Outros segmentos também foram determinantes para o resultado positivo. A metalurgia consolidou-se como o segundo maior avanço, com crescimento de 142,8%. Também registraram altas os setores de máquinas e materiais elétricos (78,4%), produtos químicos (11,5%), borracha e plástico (7,6%), alimentos (4,8%), papel e celulose (4,1%) e minerais não metálicos (3,8%).

Desafios e perdas acumuladas

No entanto, nem todos os setores acompanharam o ritmo de expansão. Houve recuos importantes em outros equipamentos de transporte (-83,6%), veículos automotores e reboques (-20,5%) e produtos de metal (-16,0%).Mesmo com a forte recuperação registrada em janeiro, o acumulado dos últimos 12 meses em Pernambuco ainda permanece no terreno negativo, com variação de -0,6%. O dado indica que o crescimento recente ainda não foi suficiente para compensar integralmente as perdas observadas ao longo de 2024. Vale ressaltar que janeiro de 2026 contou com 21 dias úteis, um a menos que o mesmo mês do ano anterior.

Categorias: SINFACOPE

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