FONTE: FIEPE




Em reunião realizada na última segunda-feira (4), a diretoria da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) debateu uma série de temas relevantes para o setor produtivo estadual. Além de se atualizar sobre as recentes atividades dos conselhos temáticos da Micro, Pequena e Média Empresa Industrial; Meio Ambiente; Infraestrutura; Comércio Exterior; Comitê de Defesa; FIEPE Jovem; e do Comitê Feminino, os empresários também acompanharam os trabalhos realizados nas unidades regionais do Agreste, Sertão do São Francisco e Sertão do Araripe.
No entanto, o principal ponto debatido foi o chamado “tarifaço” imposto pelo governo dos Estados Unidos, que prevê sobretaxar em 50% os produtos brasileiros. O presidente da FIEPE, Bruno Veloso, detalhou as ações que a entidade vem articulando para minimizar os impactos da medida, entre elas: um almoço com a cônsul americana em Pernambuco, May Baptista; encontros com a governadora Raquel Lyra; reuniões com a Confederação Nacional da Indústria (CNI); e a participação do 3º vice-presidente da FIEPE, Renato Cunha, na comitiva de senadores que esteve em Washington.
“Com o apoio técnico do Observatório da Indústria, elaboramos um estudo que aponta alternativas de novos mercados para os setores mais afetados. Também solicitaremos a criação de linhas de crédito específicas, caso a medida seja efetivada até o dia 6 de agosto”, explicou Veloso.
O gerente de Políticas Industriais da FIEPE, Maurício Laranjeira, apresentou uma análise técnica sobre os efeitos econômicos do tarifaço, com destaque para os impactos no setor sucroalcooleiro e na fruticultura do Vale do São Francisco. Segundo ele, a medida pode gerar perdas estimadas em R$ 377 milhões, além de ameaçar cerca de 25 mil empregos em Pernambuco.
Outro tema discutido na reunião foi a reforma tributária. Foram apresentadas as principais contribuições elaboradas pelos Grupos de Trabalho da FIEPE, com foco em garantir que o Nordeste não perca competitividade no novo modelo fiscal. Entre as propostas, destacou-se a equiparação da região com os incentivos previstos para a Zona Franca de Manaus, assegurando isonomia tributária. Também foram debatidos os impactos do aumento do IOF, mantido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que encarece operações de crédito e câmbio para a indústria, bem como os efeitos dos reajustes previstos na MP 1.303/2025 e no PL 1.087/2025.
Durante o encontro, o superintendente da FIEPE/IEL, Israel Erlich, reforçou o convite para que os empresários participem da Jornada de Sucessão Familiar – promovido pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) em parceria com a universidade de Cambridge, que inicia no próximo dia 6 de agosto – e se inscrevam no X Seminário de Gestão, que ocorrerá no dia 17 de setembro, no Centro de Convenções, com a presença dos palestrantes Ana Beatriz e Caio Carneiro.
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